Quarta-feira, Maio 24, 2006

Propaganda & Cinema: Agora SIM!

Geração "Z" (Geração Zapping): São aquelas pessoas que nasceram com o PODER de escolher entre assistir ou não à comercias de TV

... então você esta lá, assistindo aquele filme que já viu trezentas vezes, mas continua a rir da mesma piada e curte a mesma cena de ação, já conhece inclusive as falhas do filme. Mas, em se tratando de canal aberto (e também de alguns canais de TV a Cabo), tudo é interrompido e você é bombardeado por zilhões de anúncios, muitos deles de produtos que você nunca fará uso e nem te despertam o interesse.

Esse é o drama atual da propaganda. Em pesquisa realizada por um instituto, chegou-se a conclusão que 68% dos comerciais de TV não atingem seu principal objetivo: comunicar a marca/produto ao cliente. Chegamos à conclusão que, a propaganda tradicional, essa que os anunciantes canalizam a maior parte da verba de marketing, está chegando ao fim.

A TV não está mais sozinha!
Atualmente, já temos consciência de que a TV não está mais sozinha e nem exerce mais o poder que exercia há alguns anos atrás. Quando os anunciantes lançavam um novo produto/serviço, ou pretendiam incrementar as vendas de determinado produto, a solução era direcionar grande parte da verba de marketing para anúncios de TV. Isso realmente funcionou por muito tempo, trazendo anúncios memoráveis e campanhas histórias na TV. Porém ...

Nossas casas mudaram. Ao invés de assistirmos TV, ficamos na frente do computador, jogamos videogame, para o pesadelo dos anunciantes tradicionais. O computador é hoje, praticamente o centro de tudo. É comum, por exemplo, encontrarmos casas onde as pessoas assistem à programas de TV sentadas na frente do computador, olhando para a TV.

Quando entram os comerciais, o usuário simplesmente volta à internet, acessa o Orkut, MSN, Fotolog e inúmeros outros serviços que conhecemos muito bem. Dessa forma, os anúncios destinados ao público jovem, acabam não causando o resultado esperado pelo anunciante (isso sem falar no “zapping” – quando ficamos pulando de um canal para outro). Tudo isso porque os serviços oferecidos pela internet são muitas vezes, muito mais atraentes do que os oferecidos pela TV.

Diante deste cenário, alguns anunciantes já estão tomando um posicionamento no mínimo inovador. Que é necessário que a mídia se atualize, é ponto passível de discussão. É possível percebermos que algumas empresas já estão mudando seu foco. É mais fácil percebermos, por exemplo, a exposição de marcas em filmes de Hollywood como TERMINAL, com Tom Hanks perdido em um aeroporto, onde somos bombardeados por diversas marcas, como o já tradicional Starbucks Café.

Até os videogames entraram na onda. Já é comum jogarmos jogos de corrida onde os carros à disposição do jogador, são réplicas idênticas dos originais, onde inclusive é exibido o brasão da marca escolhida. Podemos citar nesse caso, a luxuosa e famosa série Gran Turismo, onde há um histórico de cada empresa, como a Volkswagem, Fiat, BMW, etc, ao optarmos por um bólido.

No lugar do já tradicional logo da Pirelli, será exibido na nova camisa do Palmeiras (ainda será escolhida) o endereço de acesso ao curta-metragem THE CALL.

O que você acha disso?
Essa migração da propaganda da TV para outras mídias está também acontecendo nos podcasts (uma das mais novas tecnologias de áudio). Não é incomum ouvirmos comerciais de produtos/serviços dentro desses programas. Porém, acredito que o grande pontapé inicial no sentido de inovação e ousadia, está sendo realizado pela Pirelli. A Pirelli estará patrocinando o time do Palmeiras, a partir do segundo semestre, de uma forma inusitada. Na camisa do “verdão”, não será exibido o já tradicional logo da empresa, com a letra “P” estendida. No lugar do logo, haverá o seguinte endereço eletrônico: PIRELLIFILM.COM

Antes de falar sobre o PIRELLIFILM.COM, o que você acharia se as propagandas, além de oferecerem entretenimento, fossem curtas-metragens interessantes (de mais ou menos dez minutos), estreando atores e atrizes famosos, possuindo um roteiro inteligente onde a marca seria exibida de uma forma criativa e a mensagem chegasse de uma forma natural? O que você acharia se esses comerciais, ao invés de serem exibidos na TV (logicamente o custo de dez minutos na TV é algo impensável), fossem exibidos na internet? E, afinal, o que você acharia se você pudesse escolher qual comercial assistir? Que tal aquele da sua marca predileta? E a que hora assisti-lo?

"THE CALL" - Propaganda através de cinema!
Bom demais para ser verdade? Não. Experimente acessar o PIRELLIFILM.COM. Lá está em exibição o curta-metragem THE CALL. O curta, totalmente rodado em ROMA, pega carona na onda do Código da Vinci, de Dan Brown, colocando em questão algumas crenças religiosas. No elenco temos ninguém menos que John Malcovich e Naomi Campbell. Dirigido por Antoine Fuqua, o curta de ação e repleto de efeitos especiais, começa com uma espécie de “chamado” à John, feito por alguém do outro lado da linha. A partir daí, o que se vê é uma luta do bem contra o mal, onde é mais importante que você veja o comercial do que eu ficar aqui dando detalhes. Além do curta, na página é possível assistir inclusive aos Extras da produção.

Segundo a Pirelli, THE CALL é apenas o primeiro PIRELLIFILM. Outros já estão em produção, o que indica uma nova tendência.

Acredito que este será o caminho a ser seguido por outros anunciantes que, desejam antes de mais nada, atingir o seu público-alvo explorando a internet, que pode ser um dos “pontos de contato” mais eficientes com o cliente. Finalmente, estamos descobrindo como fazer propaganda na internet de uma forma agradável, atraente e inovadora, comunicando a marca de uma maneira muito mais eficiente que dantes.

A propósito, a mensagem da Pirelli através dessa produção é: “FORÇA & CONTROLE: Não adianta ter força se você não possui controle.”

Assista, tire suas próprias conclusões
e entre nessa :)

Segunda-feira, Maio 22, 2006

A grande "Jogada" da Sony

Antes de escrever esse artigo, quero deixar claro a todos os leitores: Sou um “Sonysta” assumido. Sonysta é aquele cara que faz de tudo para comprar somente os produtos lançados pela empresa, não dá muita atenção aos produtos lançados pelo concorrente e, quando possível, paga mais caro só para continuar fiel à marca. Resumindo, o sonysta “ama” a empresa e “torce” pelo êxito da mesma.

Costuma acompanhar números da empresa, se informar sobre acionistas, e se interessa pela estrutura hierárquica da empresa, preocupando-se inclusive, com a “dança dos executivos”. Como eu, há vários “istas” das mais variadas espécies, fanáticos pela PHILIPS, JVC, Samsung, Motorola e etc. Empresas que conseguem “criar” seguidores são empresas vencedoras. Como é mais caro conquistar novos clientes do que mantê-los, ações de marketing e de fidelização dos clientes, são cada vez mais necessárias na atual concorrida da “economia do cliente”.

Toda empresa deveria se preocupar em criar “istas”. Criar fanáticos consumidores. Para isso, a empresa deve ser orientada ao marketing. Quando o departamento de Marketing da empresa é só um setor da empresa e toda a filosofia não corre nas veias da organização, o marketing não vinga. Dito isto, acredito que a Sony tem feito um bom trabalho nessa área, tanto que o número de Sonystas têm aumentado cada vez mais ...

E essa agora?
Bem, parece bem verdade que a Sony realmente tem tudo cronometrado, planejado. E assim deve ser. Navegando “por aí”, com meu novo e belíssimo transatlântico, me deparei com um iceberg que trazia estampada a seguinte notícia: Sony venderá em duas semanas Blu-ray duplo. Sim, nem bem as mídias são lançadas, a Sony já pretende lançar um modelo de duas camadas. O modelo tradicional armazenará 25GB, enquanto que o duplo irá armazenar 50GB, ao preço de US$ 20 e US$ 48 respectivamente. Logicamente, esses são preços de lançamento. Certamente, com a popularização da mídia, eles devem ser reduzidos.

Para quem ainda não sabe, a mídia de DVD atual suporta 480 linhas de resolução (parece bom não é?). O Blue-Ray suportará 1080 linhas. Sim, mais do que o dobro. Mas o que me fez escrever não foi a enorme resolução capaz de ser demonstrada através de uma mídia blue-ray e nem mesmo os preços de lançamento. A questão aqui é outra.

Código Da Vinci X Playstation 3
Realmente, aparentemente o megasucesso (sim, parece que as pessoas realmente não se importaram muito com as críticas hostis) Código Da Vinci, que já rende a segunda maior bilheteria do cinema em uma estréia, ficando atrás somente de Star Wars – Episode III: Revenge of the Sith, não tem nenhuma relação com o Playstation 3. Mero engano. Vamos aos fatos e à “grande jogada”.

Primeiramente, o filme Código Da Vinci foi realizado pelo estúdio Columbia Pictures, propriedade da Sony Pictures, divisão da Sony. Esse é apenas o primeiro indício. O fato é que o Playstation 3, como todo mundo já sabe, virá com um tocador de Blue-Ray embutido. Ainda não sacou? A Sony planeja lançar o megassucesso Código Da Vinci em blue-ray, juntamente com o lançamento do Playstation 3, que acontecerá em Novembro, em todo o mundo (não é preciso dizer que no Brasil ele não será lançado, certo?).

Tudo bem, qual a grande sacada disso tudo? A grande sacada é que os tocadores de blu-ray custarão acima de US$900, enquanto que o Playstation 3 custará US$499 (modelo mais simples) e US$599 (modelo completo). E então?

Parabéns!
A grande sacada da Sony é lançar o filme em blue-ray justamente quando o Playstation 3 estiver chegando ao mundo todo. É uma questão de lógica. Como o filme já é sucesso, sempre acontece de os telespectadores adquirirem o DVD do filme que assistiram no cinema, principalmente nos Estados Unidos. Lançando o filme em blue-ray, a Sony ao mesmo tempo estará criando um “desejo” nos consumidores, sempre ávidos por novidades, de adquirirem o megasucesso no novo formato, o que fatalmente poderá popularizar o blu-ray e, ao mesmo tempo, fazer vender como água o seu mais novo console, Playstation 3, aproveitando-se do fato que os leitores de blue-ray isolados custarão, conforme informei antes,

acima de US$900. Com preço mais atraente e com mais alternativas de entretenimento, o Playstation 3 já nasce, a meu ver, como mais um produto de sucesso da Sony. Para comemorar de vez a vitória, falta apenas o blue-ray tornar-se a mídia padrão quando se fala de alta resolução de imagem e grande capacidade de armazenamento, uma vez que o HD-DVD, tecnologia da Toshiba corre por fora nesse mercado, fazendo lembrar a famosa briga da década de 80, entre o VHS e o Betamax.

Mais uma vez, que vença o melhor, porque os beneficiados seremos sempre nós, consumidores.

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Vamos Aparecer na TV ou no PC?


Fuçar vídeos na Internet?
Parece que a tão aclamada revolução prometida pela tv digital já está acontecendo. É do conhecimento de todos que o Brasil optou pelo padrão japonês de tv digital. Escolha política? Ou somente uma escolha prática após a análise do relatório dos institutos de pesquisa? Bom, a minha intenção aqui não é discutir sobre o padrão digital de tv brasileira, apesar de estarmos em ano de copa do mundo.

O que me motiva a escrever esse texto é a variedade, cada vez maior, dos serviços oferecidos pela Internet. Há dez anos não utilizávamos internet. Depois passamos a utilizá-la como fonte de pesquisa. A rede era sempre recomendada como fonte de pesquisa, trabalhos escolares e etc, muito embora, logo descobriríamos que as possibilidades da internet iam muito além disso, já naquela época (e como!).

Os primórdios...
Não demorou muito para que fotos e vídeos eróticos se espalhassem pela rede como um vírus (e dá-lhe e-mails). Em seguida, a guerra dos portais UOL x ZAZ (lembra dessa?). Naquela época eram pouquíssimos provedores, sendo possível listarmos em minutos a lista de todos os provedores do Brasil.

Passado algum tempo, surge a febre dos jogos on-line, tendo como maior protagonista o jogo Counter Strike, uma expansão bem sucedida do já aclamado Half-Life, que até hoje configura na lista dos prediletos entre usuários de Lan Houses (quem ainda não jogou?).
Em paralelo aos jogos on-line, já tínhamos as tão aclamadas salas de CHAT, hora representadas pelo mIRC, ICQ ou mesmo salas de Chat em HTML (todos já tiveram algum “romance virtual”).

Nessa época, tivemos capas de revistas tradicionais dando destaque ao “sexo virtual” (isso empolga?) e à “traição digital” (essa sempre existiu, desde a época em que era anlógica, hahahaha). Estávamos presenciando o surgimento de algo novo. O melhor de tudo isso é que aconteceu há pouquíssimo tempo atrás.

Agora...
Com tudo isso em pauta, eis que os sites de relacionamento emergem. Orkut e MySpace são agora, a bola da vez. Como todos já sabem de tudo que falei aqui, até agora, o assunto que venho a abordar também não é novidade: YOUTUBE.
Já chegamos a depender da TV pra assistir qualquer tipo de programa, filmes, ou seja, ver imagens.

Com o advento da banda larga e a rápida aceitação do serviço nos maiores centros do país e, principalmente, no mundo, a visualização de vídeos através da internet (sem efetuar downloads, o que é ótimo!) tem se tornado mais um dos diversos atrativos da rede mundial.
Tudo que a tv digital promete, a internet e um computador bom, dotado de banda larga, já oferece.

Tem de tudo e pra todos! Tem até EU!
No YouTube, encontramos de tudo. Até o último episódio da sério Ídolos, exibida pelo canal Sbt. O serviço oferece vídeos separados por categorias diversas como animação, arte, entretenimento, comédia, musicais e etc. O melhor de tudo é que o usuário não precisa pagar e pode produzir qualquer tipo de vídeo e o disponibilizar na rede. Várias “personalidades de uma semana” já estão sendo reconhecidas dessa forma (ler artigo Pseudo Celebridades!).

O Google, que não lidera o serviço de vídeos (liderado pelo Youtube), agrega mais valor ao oferecer aos usuários a opção de enviar seus vídeos e assisti-los imediatamente, já que antes era necessário passar por um crivo de um moderador. Logicamente, tudo isso também tem o lado negativo. A divulgação de vídeos eróticos infantis é um deles. Em termos de dinamicidade da internet, algo que repercutiu negativamente foram os boatos que espalharam pânico em São Paulo, durante a crise de segurança, que afirmavam que haveria um toque de recolher na cidade as 20h. Novamente, falha dos meios de comunicação e das autoridades que não foram capazes de lançar nota desmentindo os boatos.

Futuro, Presente ou Depois de Amanhã?
Acredito que com toda a evolução da internet de alta velocidade e com os serviços de vídeo cada vez mais sofisticados, que logo não iremos mais fazer a distinção de tv e computador. O mesmo vem acontecendo com videogames, que também já se conectam a internet, fazem o download de músicas, servindo de karaokê, gravando programas de TV e etc.

Tendência? Talvez seja possível resumir em uma única palavra: UNIFICAÇÃO. Acredito que logo, o celular será computador (já não é?), que será tv (já não é?), que será videogame (já não é?), que será tv digital (já não é?)... ah... e que continuará a ser telefone (tomara né?).
As estações de rádio passam, nesse momento, pela maior revolução desde a sua criação: os podcasts (ler artigo Podcast, a palavra do ano!)

A popularização de tudo isso é questão de pouquíssimos anos. E dessa forma, o futuro passa a fazer cada vez mais parte do presente. Aquela idéia de que somente retrocedendo algumas décadas visualizaríamos o quanto arcaica já foram as coisas, como acontecia em De Volta Para o Futuro, já não funciona mais. Caso seja produzido outro filme da série, pelo menos não será preciso viajar décadas para traz para constatarmos a evolução da nossa era. Nos dias de hoje, viajar um ano para trás já traz grandes retrocessos!

Recomendo: http://www.tvbarbante.blogspot.com/
(trata de assuntos voltados ao Marketing. É produzido e apresentado por Mário Persona, conceituado consultor em Marketing).