Segunda-feira, Março 27, 2006

Comprar Música via Internet?

Acabei de ler uma reportagem no site do TERRA (http://www.terra.com.br/), a qual afirmava um crescimento considerável de vendas de músicas via internet dentro dos próximos cinco anos. Não é preciso ser um mestre para prever que a venda de CDs e DVDs, da forma tradicional, já está diminuindo. A queda anual é cada vez maior.

Agora em uma coisa eu nunca consegui acreditar: como esse tipo de venda de música online poderá continuar a crescer se as redes P2P estão, a cada dia, mais presentes em nossas vidas. Ou alguém deixou, alguma vez, de baixar um filme, show ou música via Emule, E-Donkey e afins, porque viu na tv uma advertência de que era proibido ou que a polícia poderia rastrear através de IP e prender o cidadão? Sim, eu conheço gente que parou de fazer download desse tipo de material por este motivo. Mas e a maioria? A maioria se entope cada vez mais de filmes e músicas.

O número de PCs que passam a madrugada ligados só para receberem filmes e músicas, esta crescendo cada vez mais. Eu não me imaginava fazendo isso, mas de uns tempos pra cá, meu PC tem se mantido ligado por muito tempo. Serão Extra mesmo! Já ficou por uma semana inteira e é muito provável que fique duas, três...

Estreou hoje no cinema? Já vi faz dois meses!
O que eu quero dizer com isso tudo é que está muito, mas muito fácil baixar um filme que ainda não estreou nos cinemas por aqui, baixar um álbum do artista predileto que ainda nem sequer foi lançado. Há até uma espécie de satisfação em fazer isso. As pessoas se gabam: “Vai ver no cinema? Putz, esse filme eu já vi faz dois meses cara, é uma porcaria”. Ou então: “Eu ouço essa música há mais de dois meses no meu PC e só agora ela ta tocando na rádio? Nem quero mais ouvir!”

A verdade é que as rádios, há muito, já perderam a graça. Quando anunciam uma novidade, ela já deixou de ser no meio online, pelo menos para os mais antenados. As rádios via PodCast estão em vantagem quando o assunto é renovação. São livres, por enquanto, do famoso JABACULÊ, que tanto irrita e “condiciona” os ouvidos de quem ouve rádio. Como cantam os Titãs: “Dizem que não há nada a que você não se acostume, Cala a boca e aumenta o volume então”.

Com relação aos PodCasts, acredito que essa tal liberdade que eles gozam atualmente pode estar com os dias contados. Andei lendo algumas reportagens de inclusão de comerciais dentro desses arquivos. Acredito que no Brasil ainda deva demorar um pouco para acontecer, visto que os PodCasts por aqui ainda estão longe de ser uma palavra popular, como é o Orkut, por exemplo. Tudo questão de tempo.

Tudo bem, mas o que eu ganho em troca?
Voltando a questão da venda de músicas online, é fato que a loja da Apple (iTunes Music Store) está vendendo música como água lá dentro, por 0,99 dólar. Não só música, como vídeos e afins. Mas continua sendo desleal a concorrência dos downloads ilegais. Porque eu deixaria de baixar uma música de forma gratuita para pagar 0,99 dólar no sistema iTunes? Qual vantagem eu teria? O que ganharia em troca?

Eu sinceramente não acredito na legalização desse mercado. Porque? Por um princípio muito lógico. A partir do momento que surgiram os primeiros gravadores de CD e DVD ficou muito fácil para qualquer pessoa conseguir ter o CD ou DVD predileto, sem necessariamente ter que pagar por eles o preço original. Até aí tudo bem. Porém, o fato desses gravadores estarem acoplados em praticamente todos os PCs do mundo, já torna a coisa um pouco mais complicada. E o que dizer desses PCs interligados através da Internet? Como vão controlar a minha vontade de compartilhar um arquivo .mp3 ou um .avi com meus amigos? E eles de compartilharem com os amigos deles?

Quem?

Não acredito também, no modelo atual de videolocadoras. É muito fácil imaginar como será num futuro breve. Se você for curioso como eu, vai ver que muitos conceitos novos já estão pipocando na rede. Você ainda não os conhece porque ainda não foram popularizados. Acredito que muita coisa ainda não aconteceu pelo motivo das leis de direito autoral e da mídia em geral. Essa discussão virá novamente à tona quando a TV Digital for implantada de fato no Brasil.

A propósito, falando em TV Digital, optamos mesmo pelo Padrão JAPA ou não? A Globo agradece os japoneses :]

Segunda-feira, Março 06, 2006

Me ajudem por favor! Qual o nome dessa música?

Salve salve entusiastas da tecnologia de plantão.

Nesse final de semana, navegando pela net, encontrei um programa mais do que interessante. Geralmente, nessas tradicionais surfadas, acabo encontrando diversos programas, mas aproveito poucos. Temos que admitir que muita coisa que vemos hoje na internet e nos lançamentos gerais relacionados a tecnologia, que há muita coisa irrelevante, sem necessidade nenhuma de terem dado a luz. Porém, há também outros extremamente úteis. Um exemplo de softaware “recente” bastante interessante é o Skype.

Que raio de música é essa?
Mas vamos ao que interessa realmente. A bola da vez é o TUNATIC. Achei o Tunatic interessante porque ele resolve problemas que todos que estão lendo essa coluna já tiveram. Quando você escuta, por exemplo, uma música na rádio, e o infeliz do locutor não fala o nome do artista ou da música, e você está desesperadamente atrás de quem cantou aquela pérola há bastante tempo por exemplo. Ou pior. Quando você resolve pagar um mico e “cantarolar” os versos para alguma atendente de loja de discos na esperança de que ela possa te dizer: “ah, isso é Beatles, é do álbum branco!”. Pior que isso é quando você canta, empolgado, achando que esta dando uma performance sem igual e a atendente te fala, sem dó: “Hmmmmm, não sei te dizer que música é não”. Também tem aquelas que não admitem que não sabem e te dizem: “Ahhhh, eu sei que música é, um cliente já veio me perguntar. Eu sei qual é mas não lembro o nome agora. O que mais posso fazer por você?”. Hmmmmmmm, melhor parar por aqui...







Bom, esses tempos acabaram! O Tunatic faz o papel dessa gente. Tudo que você tem a fazer é baixar o software, checar o microfone do seu computador, possuir acesso a Internet e pronto. Agora é sintonizar uma rádio qualquer, apontar o microfone para a caixa de som e clicar na lupa da janela do Tunatic. Em questão de segundos (uma média de 15 segundos), será exibido na tela do programa, o nome do artista e a música detectada.

O programa reconhece a música não pela melodia, mas pela freqüência dos sons. O som captado pelo microfone é enviado aos servidores da empresa, onde é feito o reconhecimento do arquivo. Após checagem e reconhecimento, as informações são retornadas ao programa solicitante. Tudo isso em meros 15 segundos! “Antigamente” precisávamos ir de loja em loja procurar por alguém que entendesse o suficiente de música para ajudar você. Já viram como é difícil encontrar um atendente nessas lojas de disco, que saiba do que está falando?
Ao receber as informações solicitadas, o Tunatic coloca a sua disposição o link para adquirir a música via internet, caso você prefira fazer a aquisição no ato ou simplesmente fazer o download.

E as músicas tupiniquins? Mãnhêêêêêê, encontrei a música da novela!
Bom, usei o programa para checar músicas internacionais. De 10 músicas solicitadas, ele reconheceu 9! Já com relação as nacionais, ouvi em um Podcast (http://www.papotech.com.br) que algumas pessoas estão tento dificuldades com artistas nacionais. Não foram reconhecidas, por exemplo, algumas músicas do Barão Vermelho e alguns outros artistas mais recentes. Nesses casos, há um serviço de “atualização” do banco de dados. O Tunalyser é um software que analisa as mp3 disponíveis em sua máquina, que o Tunatic não conhece, e as rotula com informações de Artista+Música. Os dados ficam armazenados no servidor do Tunatic para que, quando um usuário for novamente solicitar a pesquisa, possa encontrar o nome do artista. O tunalyzer está disponível somente para MAC, mas uma versão para Windows está sendo desenvolvida.

Para o futuro?
Já se fala em um dispositivo para identificação de videoclipe e filmes. Exatamente, apontando o dispositivo para a tela, você terá as informações do videoclipe (ano, artista, gravadora) ou do filme em questão (ano, estúdio, atores). Se não me engano, a OI!, operadora de celulares, já possui um serviço similar.

Imagine-se na rua, você ouve aquela música ou, na vitrine de uma loja vê uma imagem que te chama atenção. É só captar!